quarta-feira, 25 de maio de 2016

Tem certos dias em que eu penso em minha gente... (ainda bem que o Chico não vai ler)

Estive pensando aqui comigo...

Um jovem de 16 anos (que já vota!), passou praticamente sua vida toda com o PT no poder. Um de 18 também. Pra um adulto de 20, desde seus 7 anos o PT já estava lá. E assim vamos.

Se a gente considerar 14/17 anos idade média em que o jovem possa vir a se interessar por o que acontece na política, teremos adultos com 27/30 que só conheceram esse governo.

Vamos mais adiante. Consideremos agora, dentro dessa faixa etária, a população mais frágil. Os menos instruídos, os menos informados, os mais envolvidos na luta diária da sobrevivência. E, dentro destes, os muito justamente beneficiados pelo Bolsa-Família.

Quantos não acreditaram realmente desde criança que existia um messias barbudo que olhava por eles? Que a ele deviam gratidão eterna? Potencializaram um curral eleitoral tão perfeito e universal quem nem o mais astuto “coroné” poderia ter sonhado. Como eles puderam ter a coragem de fazer isso? Com tanta gente humilde, por tanto tempo.

E última eleição então. Assustar, chantagear. Mentir que faltaria comida a quem ousasse desobedecer ao antigo deus da Martha.

Sei lá. Talvez no próximo mês, quando vencer o próximo benefício e receberem novamente o seu valor, alguns se surpreendam. Quem sabe no futuro possam olhar para o estado de maneira mais impessoal. E crítica. E entender que qualquer justo atendimento governamental que venham a receber não terá sido o Lula, a Dilma ou qualquer outro iluminado que generosamente resolveu oferecer. E que poderia vir a tirar.

Espero que seja libertador para alguns.





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