sexta-feira, 21 de junho de 2013
TARIFAS DE ÔNIBUS - Porto Alegre 01
O Prefeito Fortunati talvez tenha sido o primeiro a recuar e avisar que enviaria decreto para baixar a tarifa, o que não impediu que os manifestantes, entre outras coisas, queimassem ônibus da empresa de Ônibus do município.
Tarifa do transporte é um item que os prefeitos tentam enviar ao máximo aumentar, fazendo-o dentro da legislação, de negociação com vereadores, de conferência de planilhas de custo, etc. Tanto que, legalmente, imagino que ele poderia mexer apenas na parte “dele”, o ISSQN, caso contrário poderia ser contestado na justiça.
Não que eu não concorde com a desoneração do transporte público. E existem projetos em tramitação no congresso nesse sentido. Nem que se exija um serviço cada vez mais qualificado.
Mas assim, como está posto, na marra, a redução da arrecadação vai deixar buraco no orçamento já aprovado ou cancelamento de algum investimento.
Considerando que o maior volume de pagamento é sempre do Vale-transporte, na prática a prefeitura está doando (ou não cobrando) dos patrões/empregadores quanto? Uns 10, 12 milhões em 1 ano?
Pela ideologia do Movimento Passe Livre ou teremos empresas de ônibus estatais cobrando a tarifa (o prefeito também revelou que a empresa da prefeitura, Carris, dá prejuízo, que é bancado pelos cofres públicos – por todos que pagam impostos); ou ônibus circulando sem cobrar tarifa. Nesse caso, todos os custos de manutenção têm que sair dos impostos pagos.
Ampliando o meu exemplo acima, seria o poder público isentando totalmente os patrões de pagar vale-transporte, diluindo essa responsabilidade para todos nós, pagadores de impostos.
Trouxe o VT como exemplo porque afinal, empregadores sempre são malvistos por nossos progressistas.
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