Tenho um dileto amigo que afirma, em tom de brincadeira, que não consigo viver sem a inspiração de algum guru qualquer que encontre por aí na mídia.
A brincadeira teve início quando assisti à entrevista de um “guru” no Jô Soares que afirmara que sobrevivia não sei quantos meses alimentando-se de um amendoim apenas. Mas muito mais que o “mestre” ali entrevistado, o próprio Jô Soares me impressionava com seu aparente domínio de uma quantidade incrível de assuntos. Talento que depois eu aprendi a dividir com seu ponto eletrônico.
O que realmente me seduziu desde cedo foi simplesmente ouvir as pessoas se expressando corretamente. Lembro que muito guri assistia os comentários de Mendes Ribeiro (o pai) e de Ruy Carlos Ostermam no Jornal do Almoço com grande respeito. O Ruy, falava de futebol e Mendes Ribeiro de política, mas o assunto era o de menos. Eles falavam um belo português, naquele momento era o que me bastava. Porque não ter gurus inspiradores?
“O” guru
Todo esse rodeio inicial é chegar a um guru verdadeiro: Reinaldo Azevedo. Admiro muito esse cara! Leio seu blog todo dia. Ele é corajoso, muito culto e quase um Dom Quixote. Não por fantasiar inimigos, mas por muitas vezes lutar sozinho levantando questões morais que o politicamente correto não ousa; esgrimindo com a idiotice, contra safados de todo tipo usando apenas seu talento e sua “incansabilidade”. Daqui de longe até me preocupo com sua saúde, dá vontade de escrever-lhe pedindo que trabalhe menos. Mas, hoje em dia ele é como a Veja: indispensável. Que se mantenha prolixo assim pra sempre! LEIAM.
Aliás, com um parâmetro desses, não é de admirar que eu não tenha tido coragem de escrever uma linha por 2 anos.Mas como diz um tio da minha mulher: Azar. Agora “tô na pilha” de continuar com meus textinhos.
O dileto amigo citado acima está de aniversário hoje. A maior homenagem que posso fazer é revelar que ele também é meu guru. Guru profissional e Grilo Falante pessoal. Profissionalmente ele transforma em pura arte e objetividade, ideias que temos em conjunto, ideias que ele tem sozinho e ideias que eu jamais teria. Como se dizia antigamente, um mago da criação. E com tantas décadas pela frente... Vida longa e debochada, amigo!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
O que eu sei sobre o Mensalão
Pra falar a verdade, não sei nada sobre o mensalão, a não ser o que se noticia cotidianamente. Quanto à comprovação dos crimes praticados e respectivas penas, seria ridículo eu querer comentar a matéria que o STF está julgando.
Porém, tenho a convicção de que ele não era necessário enquanto o objetivo fosse simplesmente garantir vitórias no Congresso. Isso poderia ser conseguido com negociações mais ou menos “republicanas”, dependendo do caso.
Em minha opinião, o que mensalão revela com muita clareza é a Teoria Lula: 300 picaretas + grana = poder. Afora essa simplificação e afora o fato de existirem de fato muitos picaretas, essa teoria trás implícito o conceito de total desrespeito à democracia e seus representantes. Dentro desta perspectiva, “matava-se 2 coelhos”: O apoio vinha sem desgastes ou negociações e se empurrava um pouco mais pra baixo a credibilidade do parlamento.
Afinal, dentro desta ótima, culpados seriam apenas os corrompidos, os “políticos tradicionais” que só pensam em dinheiro. Os corruptores estariam sempre agindo em nome de uma causa maior. Se um ou outro pegava alguma graninha durante o processo, era apenas por que afinal ninguém é de ferro. Mas a missão estava lá: os iluminados conduzindo o povo ainda ignorante do que é melhor para ele: o socialismo, o partido único, o capitalismo de estado... O que der pra arranjar visto que não há pressa na marcha inexorável da civilização rumo ao paraíso na terra. Bem religioso isso né?
Acho que esse “tiro pela culatra’, onde o PT é o foco das acusações, foi a grande surpresa para esses atores. Mas a história continua sendo feita por homens, como todos os que se mostraram altivos desde o início da então chamada CPI dos Correios.
Toda unanimidade...
Falando em partido único e habilidades mais sutis em busca de hegemonia, me dei o trabalho de contar num muro o número de partidos que apoiam a reeleição do atual prefeito da cidade onde moro, Canoas: 17! Dezessete partidos estão na coligação. Tá todo mundo lá. PTB (que foi o concorrente mais viável na eleição anterior), PMDB (formalmente desprezado pelo Governo Estadual), o PDT, o PPS, o PP...
Tudo bem que aparentemente a administração é boa e favoritíssima. Mas haja boquinhas, haja partidos. Haja oportunismo e covardia. E haja falta de visão do respeito e do futuro que o aliado lhes reserva. E ainda sobra partido para mais 4 candidaturas. Os “puros” PSTU e Psol; acho que o PV e um candidato do PSDB.
Porém, tenho a convicção de que ele não era necessário enquanto o objetivo fosse simplesmente garantir vitórias no Congresso. Isso poderia ser conseguido com negociações mais ou menos “republicanas”, dependendo do caso.
Em minha opinião, o que mensalão revela com muita clareza é a Teoria Lula: 300 picaretas + grana = poder. Afora essa simplificação e afora o fato de existirem de fato muitos picaretas, essa teoria trás implícito o conceito de total desrespeito à democracia e seus representantes. Dentro desta perspectiva, “matava-se 2 coelhos”: O apoio vinha sem desgastes ou negociações e se empurrava um pouco mais pra baixo a credibilidade do parlamento.
Afinal, dentro desta ótima, culpados seriam apenas os corrompidos, os “políticos tradicionais” que só pensam em dinheiro. Os corruptores estariam sempre agindo em nome de uma causa maior. Se um ou outro pegava alguma graninha durante o processo, era apenas por que afinal ninguém é de ferro. Mas a missão estava lá: os iluminados conduzindo o povo ainda ignorante do que é melhor para ele: o socialismo, o partido único, o capitalismo de estado... O que der pra arranjar visto que não há pressa na marcha inexorável da civilização rumo ao paraíso na terra. Bem religioso isso né?
Acho que esse “tiro pela culatra’, onde o PT é o foco das acusações, foi a grande surpresa para esses atores. Mas a história continua sendo feita por homens, como todos os que se mostraram altivos desde o início da então chamada CPI dos Correios.
Toda unanimidade...
Falando em partido único e habilidades mais sutis em busca de hegemonia, me dei o trabalho de contar num muro o número de partidos que apoiam a reeleição do atual prefeito da cidade onde moro, Canoas: 17! Dezessete partidos estão na coligação. Tá todo mundo lá. PTB (que foi o concorrente mais viável na eleição anterior), PMDB (formalmente desprezado pelo Governo Estadual), o PDT, o PPS, o PP...
Tudo bem que aparentemente a administração é boa e favoritíssima. Mas haja boquinhas, haja partidos. Haja oportunismo e covardia. E haja falta de visão do respeito e do futuro que o aliado lhes reserva. E ainda sobra partido para mais 4 candidaturas. Os “puros” PSTU e Psol; acho que o PV e um candidato do PSDB.
Bom, voltei
Acho que nesse recomeço, devo dedicar algumas linhas à minha longa ausência neste espaço. Não que tenha alguma audiência ansiosa por explicações, muito pelo contrário.
Aliás, provavelmente por isso eu tenha parado de escrever. Talvez por um pouco de frustração. Nem tanto pelo resultado das eleições presidências lá de 2010, meu último assunto. Essa ressaca durou minutos. Mas frustração por uma ideia distorcida sobre o meu próprio blog.
Talvez eu tivesse em mente algo do tipo “Como fazer amigos e influenciar pessoas”; uma grande repercussão... Isto, somado a uma “natural” letargia e insegurança (probleminha psicológico) quanto ao que eu sei/consigo/devo escrever, me deixou fora do ar por todo esse tempo.
Mas, creio que volto com nova visão e perspectiva. Não escrevo mais em cima do que eu achava uma grande emergência ou dever cívico – falar sobre a eleição presidencial (pros 2 amigos que se dispuseram a me ler). Escrevo a partir de agora pra minha satisfação.
E, com esse enfoque, me permitirei também fazer reminiscências sobre os assuntos que imaginei escrever durante esse período e não o fiz. Vai ser muito fácil; serei comentarista de fato ocorrido.
Como acho que faltou no início alguma apresentação, lá vai: chamo-me Claiton, sou natural de Tapes/RS e tenho 43 anos
Aliás, provavelmente por isso eu tenha parado de escrever. Talvez por um pouco de frustração. Nem tanto pelo resultado das eleições presidências lá de 2010, meu último assunto. Essa ressaca durou minutos. Mas frustração por uma ideia distorcida sobre o meu próprio blog.
Talvez eu tivesse em mente algo do tipo “Como fazer amigos e influenciar pessoas”; uma grande repercussão... Isto, somado a uma “natural” letargia e insegurança (probleminha psicológico) quanto ao que eu sei/consigo/devo escrever, me deixou fora do ar por todo esse tempo.
Mas, creio que volto com nova visão e perspectiva. Não escrevo mais em cima do que eu achava uma grande emergência ou dever cívico – falar sobre a eleição presidencial (pros 2 amigos que se dispuseram a me ler). Escrevo a partir de agora pra minha satisfação.
E, com esse enfoque, me permitirei também fazer reminiscências sobre os assuntos que imaginei escrever durante esse período e não o fiz. Vai ser muito fácil; serei comentarista de fato ocorrido.
Como acho que faltou no início alguma apresentação, lá vai: chamo-me Claiton, sou natural de Tapes/RS e tenho 43 anos
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