quinta-feira, 24 de junho de 2010

E OS VALORES?

Já que estamos no tema “comunicação”, parece que nosso Presidente estaria desimpedido de campanha eleitoral fora do horário de expediente. Consideremos que ele siga à risca a legislação, e faça campanha aberta para sua candidata apenas nos espaços, horários e na época permitida, sem afrontar ou zombar de nenhuma lei.

O Presidente bate o cartão, pendura a faixa no cabide e sai de cena. Beleza.

Daí eu fico aqui pensando em quantos policiais morrem por ano no Brasil fora do seu horário de expediente. Identificados em ônibus por ladrões ou assassinados chegando em casa, apenas pelo fato de SEREM policiais. Ou ainda heroicamente, atendendo ao chamado do dever, tentando evitar assaltos ou salvar pessoas, pelo simples fato de SEREM policiais.

Não tiveram ou não se deram o direito, por seus valores ou pelo que representavam de estar fora do expediente.

Mas o Presidente de República pode. Estranho. E triste, acho.

PAC DA PROPAGANDA?

Falei dos comerciais do Governo, mas a coisa é ainda maior. É uma sucessão interessantíssima de veiculações na TV.

Além dos “tradicionais” Petrobrás, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Ministério da Educação, e demais; temos o Brasil Guerreiro da marca de cerveja, a Vale mostrando como é boazinha pro povo brasileiro, os bancos privados que são só filantropia, grandes redes de varejo aplaudindo o IPI reduzido e por aí vai.

Vai ficando uma coisa meio misturada, a grande festa do país perfeito. Feliz era o Goebbels que só precisava gastar com rádio e material gráfico.

Como tá tudo misturado, vou trazer o futebol: ontem foi a vez do Dunga se deliciar com a síntese dos novos tempos. Frente a repórteres apavorados, soltou o clássico "Deixa o homem trabalhar". Explicou cândidamente e com emoção que apenas precisa que o deixem trabalhar sem contestação. Quem não o fizer, obviamente não é patriota e torce contra o Brasil. Quem se atreve?

PORQUE EU, MEU DEUS?

Essa expressão minha falecida avó usava com frequência quando com algum problema. Vou me socorrer dela, agora que me dei conta do seguinte:

Na qualidade de sócio de uma pequena empresa de serviços, procedo regularmente o pagamento de 11,3% de impostos federais sobre cada nota emitida. Isso apenas o imposto direto. É bastante.

Mas em tese, pagar impostos seria uma exigência razoável para uma vida em sociedade. Infelizmente, parte razoável desse nosso esforço (compulsório) normalmente vai para o ralo com os desmandos e desvios que todos conhecemos.

Poderia ser um valor menor, poderia ser melhor utilizado... Paciência. Que nosso progresso como nação minimize esses males.

Mas tem um problema extra me azedando o estômago. Não consigo mais sentar à frente da televisão, dar uma descansadinha sem ser bombardeado por propagandas do nosso maravilhoso “novo Brasil”. Tá demais. Afinal, quanto custa isso tudo? Está dentro do que legalmente é permitido aos governos divulgar?

Pô!! É o meu suado dinheirinho fazendo campanha pra Dilma! O tempo todo!

EU NÃO QUERO FINANCIAR A CAMPANHA DA DILMA;
EU NÃO QUERO FINANCIAR A LOGÍSTICA DA DILMA AO EXTERIOR;
EU NÃO QUERO FINANCIAR OS COMIÍCIOS DO LULA PRA DILMA.

Mas se deixar de financiar, vou ficar devendo impostos pra Receita.

PORQUE EU, MEU DEUS?

VAI SER LEGAL A CAMPANHA PRA SENADOR AQUI NO RS

Teremos 2 cadeiras e ao menos 3 candidatos que se desenham protagonistas nessa dança ao redor delas: Ana Amélia Lemos, respeitada jornalista; o ex-governador Rigotto e o homem dos aposentados, Paulo Paim.

Não vou negar minha torcida pra uma “oxigenação” total nessas 2 vagas, com o Paulo Paim ficando de fora antes de quebrar a Previdência ou de ter tempo de fundar a República Negra Socialista Independente do Brasil Dentro do Brasil.

Além disso, acho que Senadores da República têm que ter certo “estofo”. Acho um lugar bacana pra ex-governadores honestos, por exemplo, já que têm a função de representar os Estados. Nosso Rigotto, aliás, não deveria ter saído nunca do Parlamento. Acho que o Executivo não é muito a dele.

Estou na expectativa de uma renovação grande, que dê novo fôlego e respeitabilidade à Casa. Quem sabe com a presidência do Aécio...