quinta-feira, 15 de abril de 2010

Nunca antes na história deste Estado

Nós os gaúchos somos um povo cheio de vaidade. Vangloriávamos e muitos nos vendiam a idéia de que somos o estado mais politizado do Brasil. Na época em que o Lula ganhava eleições por aqui, inclusive contra o Collor, essa era uma verdade corrente. Coincidentemente, como até o Geraldo ganhou aqui na última eleição, essa lenda ficou para trás.

Mas nossa vaidade política não diminuiu. Sempre fomos os “diferentes”. Nosso PDS era íntegro e não o do Maluf, nosso PTB não era o do Jefferson, nosso PMDB, o histórico, não o das negociatas... E todos de certa maneira com o mesmo discurso: verdadeiros heróis da resistência em seus partidos, mantendo-se filiados por respeito ao eleitor gaúcho, inclemente com quem mudava de partido.

Com esse histórico todo, observo um tanto curioso o movimento para as eleições 2010 do PMDB. Seu candidato a governador havia saído do partido em busca de espaço político, abandonou o partido que o elegeu prefeito e voltou em busca de espaço na TV. Tudo bem, nada tão grave, pra mim o estranho é o partido ainda negociar a qual candidato a presidente cederá seu palanque.

Seus líderes discutem se à candidata do PT, seu rival histórico e cujo candidato declarado já começou sutilmente a atacar a honra do candidato Fogaça, ou se à candidatura do PSDB, cujo governo estadual contou com sua honrada sustentação até há pouco.

Fico me perguntando que grandes interesses republicanos podem estar por trás desta dúvida ou que grande cálculo eleitoral insondável aos leigos: apoiar seu rival e que tudo indica não lhe agregará votos ou o candidato com quem aparentemente tem mais identidade. Nada como um pouco de convicção para agradar aos gaúchos.

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