Nossa corrupção é endêmica. Talvez seja nosso instinto de sobrevivência ou de competitividade que quase que nos estimula à procura da vantagem sobre o outro e do caminho mais fácil. Não é melhor ser amigo do Presidente ou vizinho do guarda de trânsito quanto se comete uma infração? Não seria bom também estar participando de uma “boquinha” com alguma verba pública por aí ou encontrar lá na frente da fila do banco aquele nosso parceiro?
A corrupção brasileira é endêmica, é verdade. Mas não é genética! O que precisa mudar é nossa cultura de permissividade. E isso não muda apenas com boas intenções. Legislação rigorosa e punições efetivas dão resultado. Precisamos é acabar com o sentimento de impunidade. Quanto mais baixo o risco, mais atraente será a corrupção.
A nova legislação de trânsito foi um bom exemplo. Logo que entrou em vigor e com uma fiscalização mais efetiva, forçou a melhora do nosso comportamento. Mas, o rigor na fiscalização foi diminuindo, parlamentares “bonzinhos” começaram a querer mexer em trechos da lei... a coisa foi esfriando. Mais recentemente algo parecido aconteceu com a questão da “lei seca”.
Então é isso. Não nascemos tão diferentes de europeus ou de japoneses. Com uns 20 anos de leis sendo cumpridas e penas sendo impostas, pegamos o jeito no tranco, a coisa vai se incorporando no nosso dia a dia, se tornando natural. E viramos todos escandinavos.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
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Adorei tuas ideias, não sabia do teu blog e nem do teu talento de escrever com tanta consciência. É isto aí, primo, o que eu mais quero é que todos viremos escandinavos! Bjs em todos
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