Uma das muitas e grandes contribuições que o governo FHC nos deixou foi a didática pelo exemplo de que um presidente é antes de tudo um servidor público; que não devemos confundir o cargo, suas responsabilidades e liturgias com o ocupante da cadeira e as circunstâncias de cada momento histórico.
Aí, vem o seu Lula e me estraga tudo num piscar de olhos com uma mistificação absurda dele e do cargo, que culmina com a máxima ouvida no jingle da campanha do PT:
“...em tuas mãos entrego meu povo.”
Assim, Dilma superou Moisés. Na Bíblia o povo eleito teve que penar um bocado. Aqui, a Dilma já herda o paraíso na Terra.
Como a democracia ainda é frágil por essas terras. Como o partido que iria politizar o povo tem a coragem de tentar nos reduzir a essa infância política? Eu me recuso a admitir que esse é o nosso “tamanho” intelectual. Porque ainda creio em nós, voto Serra.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Voto em Serra, AGORA SIM!
“- Não tenho nada a esconder do meu passado;
- não preciso que reescrevam a minha vida excluindo passagens nada abonadoras;
- não preciso que tentem me vender, como se eu fosse um sabonete;
- Não preciso de marqueteiro que mude a minha cara, o meu pensamento, a minha trajetória de vida. Ninguém precisa dizer à população quem sou eu. Inventar coisas que não fiz e esconder coisas que fiz. É a minha vida pública que diz quem sou. Posso fazer cara feia às vezes. Mas é uma cara só. Não digo uma coisa hoje para desdizer amanhã. E ninguém me diz o que tenho de falar ou não. Respondo pelas minhas palavras e pelas minhas escolhas. Não fui inventado por ninguém! Foi a luta democrática que me fez. Foram as minhas escolhas de vida que me trouxeram até aqui.”
Não sei se porque a água tá batendo na bunda, se por conta do caso da filha, ou se já fazia parte da estratégia mudar o tom do discurso, mas agora sim me sinto convidado a partipar. E falta um mês inteirinho ainda! Vamo, Vamo..
- não preciso que reescrevam a minha vida excluindo passagens nada abonadoras;
- não preciso que tentem me vender, como se eu fosse um sabonete;
- Não preciso de marqueteiro que mude a minha cara, o meu pensamento, a minha trajetória de vida. Ninguém precisa dizer à população quem sou eu. Inventar coisas que não fiz e esconder coisas que fiz. É a minha vida pública que diz quem sou. Posso fazer cara feia às vezes. Mas é uma cara só. Não digo uma coisa hoje para desdizer amanhã. E ninguém me diz o que tenho de falar ou não. Respondo pelas minhas palavras e pelas minhas escolhas. Não fui inventado por ninguém! Foi a luta democrática que me fez. Foram as minhas escolhas de vida que me trouxeram até aqui.”
Não sei se porque a água tá batendo na bunda, se por conta do caso da filha, ou se já fazia parte da estratégia mudar o tom do discurso, mas agora sim me sinto convidado a partipar. E falta um mês inteirinho ainda! Vamo, Vamo..
Voto em Serra, porque CREIO
Voto em Serra porque creio na importância de um líder que se mostre submisso às leis e à democracia.
Voto em Serra porque creio em governança responsável, independente e livre de interesses corporativos.
Voto em Serra porque creio no trabalho honesto, nos direitos individuais, na liberdade de imprensa e na tolerância.
Voto em Serra principalmente porque creio na superioridade moral da democracia representantiva e das liberdades individuais.
Voto em Serra porque creio que esses são valores efetivamente em risco no momento.
Voto em Serra porque creio em governança responsável, independente e livre de interesses corporativos.
Voto em Serra porque creio no trabalho honesto, nos direitos individuais, na liberdade de imprensa e na tolerância.
Voto em Serra principalmente porque creio na superioridade moral da democracia representantiva e das liberdades individuais.
Voto em Serra porque creio que esses são valores efetivamente em risco no momento.
Voto em Serra, apesar...
... da estratégia de campanha que não nos ajuda a distiguir diferenças políticas ente os candidatos, colocando o foco apenas em comparações sobre feitos e promessas;
... de ter sido apresentado ao “Zé” no início da campanha, da mesmo forma que inventaram o “Geraldo”, numa tentativa infrutífera, porque falsa, de “popularizar” o candidato;
... de novamente, impressionantemente e covardemente, a oposição respaldar e referendar o trabalho dos últimos 16 anos de desconstrução do governo FHC; uma vez que, tenta sempre “olhar pra frente”, e “descolar” do seu nome.
... de ter sido apresentado ao “Zé” no início da campanha, da mesmo forma que inventaram o “Geraldo”, numa tentativa infrutífera, porque falsa, de “popularizar” o candidato;
... de novamente, impressionantemente e covardemente, a oposição respaldar e referendar o trabalho dos últimos 16 anos de desconstrução do governo FHC; uma vez que, tenta sempre “olhar pra frente”, e “descolar” do seu nome.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
NO PASARÁN!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
E OS VALORES?
Já que estamos no tema “comunicação”, parece que nosso Presidente estaria desimpedido de campanha eleitoral fora do horário de expediente. Consideremos que ele siga à risca a legislação, e faça campanha aberta para sua candidata apenas nos espaços, horários e na época permitida, sem afrontar ou zombar de nenhuma lei.
O Presidente bate o cartão, pendura a faixa no cabide e sai de cena. Beleza.
Daí eu fico aqui pensando em quantos policiais morrem por ano no Brasil fora do seu horário de expediente. Identificados em ônibus por ladrões ou assassinados chegando em casa, apenas pelo fato de SEREM policiais. Ou ainda heroicamente, atendendo ao chamado do dever, tentando evitar assaltos ou salvar pessoas, pelo simples fato de SEREM policiais.
Não tiveram ou não se deram o direito, por seus valores ou pelo que representavam de estar fora do expediente.
Mas o Presidente de República pode. Estranho. E triste, acho.
O Presidente bate o cartão, pendura a faixa no cabide e sai de cena. Beleza.
Daí eu fico aqui pensando em quantos policiais morrem por ano no Brasil fora do seu horário de expediente. Identificados em ônibus por ladrões ou assassinados chegando em casa, apenas pelo fato de SEREM policiais. Ou ainda heroicamente, atendendo ao chamado do dever, tentando evitar assaltos ou salvar pessoas, pelo simples fato de SEREM policiais.
Não tiveram ou não se deram o direito, por seus valores ou pelo que representavam de estar fora do expediente.
Mas o Presidente de República pode. Estranho. E triste, acho.
PAC DA PROPAGANDA?
Falei dos comerciais do Governo, mas a coisa é ainda maior. É uma sucessão interessantíssima de veiculações na TV.
Além dos “tradicionais” Petrobrás, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Ministério da Educação, e demais; temos o Brasil Guerreiro da marca de cerveja, a Vale mostrando como é boazinha pro povo brasileiro, os bancos privados que são só filantropia, grandes redes de varejo aplaudindo o IPI reduzido e por aí vai.
Vai ficando uma coisa meio misturada, a grande festa do país perfeito. Feliz era o Goebbels que só precisava gastar com rádio e material gráfico.
Como tá tudo misturado, vou trazer o futebol: ontem foi a vez do Dunga se deliciar com a síntese dos novos tempos. Frente a repórteres apavorados, soltou o clássico "Deixa o homem trabalhar". Explicou cândidamente e com emoção que apenas precisa que o deixem trabalhar sem contestação. Quem não o fizer, obviamente não é patriota e torce contra o Brasil. Quem se atreve?
Além dos “tradicionais” Petrobrás, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Ministério da Educação, e demais; temos o Brasil Guerreiro da marca de cerveja, a Vale mostrando como é boazinha pro povo brasileiro, os bancos privados que são só filantropia, grandes redes de varejo aplaudindo o IPI reduzido e por aí vai.
Vai ficando uma coisa meio misturada, a grande festa do país perfeito. Feliz era o Goebbels que só precisava gastar com rádio e material gráfico.
Como tá tudo misturado, vou trazer o futebol: ontem foi a vez do Dunga se deliciar com a síntese dos novos tempos. Frente a repórteres apavorados, soltou o clássico "Deixa o homem trabalhar". Explicou cândidamente e com emoção que apenas precisa que o deixem trabalhar sem contestação. Quem não o fizer, obviamente não é patriota e torce contra o Brasil. Quem se atreve?
PORQUE EU, MEU DEUS?
Essa expressão minha falecida avó usava com frequência quando com algum problema. Vou me socorrer dela, agora que me dei conta do seguinte:
Na qualidade de sócio de uma pequena empresa de serviços, procedo regularmente o pagamento de 11,3% de impostos federais sobre cada nota emitida. Isso apenas o imposto direto. É bastante.
Mas em tese, pagar impostos seria uma exigência razoável para uma vida em sociedade. Infelizmente, parte razoável desse nosso esforço (compulsório) normalmente vai para o ralo com os desmandos e desvios que todos conhecemos.
Poderia ser um valor menor, poderia ser melhor utilizado... Paciência. Que nosso progresso como nação minimize esses males.
Mas tem um problema extra me azedando o estômago. Não consigo mais sentar à frente da televisão, dar uma descansadinha sem ser bombardeado por propagandas do nosso maravilhoso “novo Brasil”. Tá demais. Afinal, quanto custa isso tudo? Está dentro do que legalmente é permitido aos governos divulgar?
Pô!! É o meu suado dinheirinho fazendo campanha pra Dilma! O tempo todo!
EU NÃO QUERO FINANCIAR A CAMPANHA DA DILMA;
EU NÃO QUERO FINANCIAR A LOGÍSTICA DA DILMA AO EXTERIOR;
EU NÃO QUERO FINANCIAR OS COMIÍCIOS DO LULA PRA DILMA.
Mas se deixar de financiar, vou ficar devendo impostos pra Receita.
PORQUE EU, MEU DEUS?
Na qualidade de sócio de uma pequena empresa de serviços, procedo regularmente o pagamento de 11,3% de impostos federais sobre cada nota emitida. Isso apenas o imposto direto. É bastante.
Mas em tese, pagar impostos seria uma exigência razoável para uma vida em sociedade. Infelizmente, parte razoável desse nosso esforço (compulsório) normalmente vai para o ralo com os desmandos e desvios que todos conhecemos.
Poderia ser um valor menor, poderia ser melhor utilizado... Paciência. Que nosso progresso como nação minimize esses males.
Mas tem um problema extra me azedando o estômago. Não consigo mais sentar à frente da televisão, dar uma descansadinha sem ser bombardeado por propagandas do nosso maravilhoso “novo Brasil”. Tá demais. Afinal, quanto custa isso tudo? Está dentro do que legalmente é permitido aos governos divulgar?
Pô!! É o meu suado dinheirinho fazendo campanha pra Dilma! O tempo todo!
EU NÃO QUERO FINANCIAR A CAMPANHA DA DILMA;
EU NÃO QUERO FINANCIAR A LOGÍSTICA DA DILMA AO EXTERIOR;
EU NÃO QUERO FINANCIAR OS COMIÍCIOS DO LULA PRA DILMA.
Mas se deixar de financiar, vou ficar devendo impostos pra Receita.
PORQUE EU, MEU DEUS?
VAI SER LEGAL A CAMPANHA PRA SENADOR AQUI NO RS
Teremos 2 cadeiras e ao menos 3 candidatos que se desenham protagonistas nessa dança ao redor delas: Ana Amélia Lemos, respeitada jornalista; o ex-governador Rigotto e o homem dos aposentados, Paulo Paim.
Não vou negar minha torcida pra uma “oxigenação” total nessas 2 vagas, com o Paulo Paim ficando de fora antes de quebrar a Previdência ou de ter tempo de fundar a República Negra Socialista Independente do Brasil Dentro do Brasil.
Além disso, acho que Senadores da República têm que ter certo “estofo”. Acho um lugar bacana pra ex-governadores honestos, por exemplo, já que têm a função de representar os Estados. Nosso Rigotto, aliás, não deveria ter saído nunca do Parlamento. Acho que o Executivo não é muito a dele.
Estou na expectativa de uma renovação grande, que dê novo fôlego e respeitabilidade à Casa. Quem sabe com a presidência do Aécio...
Não vou negar minha torcida pra uma “oxigenação” total nessas 2 vagas, com o Paulo Paim ficando de fora antes de quebrar a Previdência ou de ter tempo de fundar a República Negra Socialista Independente do Brasil Dentro do Brasil.
Além disso, acho que Senadores da República têm que ter certo “estofo”. Acho um lugar bacana pra ex-governadores honestos, por exemplo, já que têm a função de representar os Estados. Nosso Rigotto, aliás, não deveria ter saído nunca do Parlamento. Acho que o Executivo não é muito a dele.
Estou na expectativa de uma renovação grande, que dê novo fôlego e respeitabilidade à Casa. Quem sabe com a presidência do Aécio...
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Político é tudo igual
Você sabe quem é esse homem? Se não sabe, deveria saber. Ele se chamava Mário Covas (tá bem morto).

Nessa foto, ele é o governador de São Paulo em enfrentamento físico, tentando entrar na sede do governo, cuja entrada estava fechada pelo sindicato dos professores de lá.
Essa cena sempre me emociona.
Não é minha intenção mostrá-lo como mártir ou mito (isso nunca é boa idéia), talvez ele nem devesse ter feito aquilo, não sei julgar. Mas o homem que quis dar um “choque de capitalismo” no Brasil pra mim é um grande exemplo de quão sério, corajoso, verdadeiro e bem intencionado pode ser um político.
A política é importante, e os políticos não são iguais. Portanto, se vira e escolhe direito!

Nessa foto, ele é o governador de São Paulo em enfrentamento físico, tentando entrar na sede do governo, cuja entrada estava fechada pelo sindicato dos professores de lá.
Essa cena sempre me emociona.
Não é minha intenção mostrá-lo como mártir ou mito (isso nunca é boa idéia), talvez ele nem devesse ter feito aquilo, não sei julgar. Mas o homem que quis dar um “choque de capitalismo” no Brasil pra mim é um grande exemplo de quão sério, corajoso, verdadeiro e bem intencionado pode ser um político.
A política é importante, e os políticos não são iguais. Portanto, se vira e escolhe direito!
FORA BRITTO, FORA FHC, FORA YEDA
Ficar mais velho tem duas coisas muito boas:
Primeiro e bem importante, significa que não morremos ainda.
Além disso, pelo menos até começarmos a esquecer tudo, vamos acumulando acontecimentos na memória, mesmo que sem saber precisar as datas.
Ano passado (ou retrasado), foi noticiado que o ex-governador Antônio Britto estava cotado para ocupar um posto no Grêmio. E não é que teve que desistir por conta da rejeição? Pelo jeito ele não se elege nem síndico mais.
E porque mesmo? Qual foi seu grande crime enquanto governador? Pedágio, negociações com montadoras, algum movimento pela modernização da máquina pública, roubo, superfaturamento? Ninguém sabe ao certo, mas após 4 anos ininterruptos ouvindo a mesma coisa, sabemos que não foi coisa boa! Da mesma maneira, o Fora FHC foi ouvido diariamente por 8 anos!
Aliás, nosso ex-Guardião das Leis e ex-Ministro da Justiça foi a principal voz do “Fora FCH, anule-se a eleição” por aqui, logo após uma reeleição em primeiro turno. Quais os argumentos mesmo? Quem se importa? Por quantos anos políticos tentaram se descolar da figura do ex-presidente para não perderem votos?
Então, quando pessoas instruídas de minha relação vêm comentar comigo:
“Você viu? A Yeda é uma ladra”, não consigo deixar de me lembrar disso tudo que já vivi.
Não que eu esteja tentando inocentá-la previamente, longe disso. A impunidade é nosso maior câncer e toda irregularidade deve ser apurada e punida. Só sei que pra muita gente ela já está condenada.
Primeiro e bem importante, significa que não morremos ainda.
Além disso, pelo menos até começarmos a esquecer tudo, vamos acumulando acontecimentos na memória, mesmo que sem saber precisar as datas.
Ano passado (ou retrasado), foi noticiado que o ex-governador Antônio Britto estava cotado para ocupar um posto no Grêmio. E não é que teve que desistir por conta da rejeição? Pelo jeito ele não se elege nem síndico mais.
E porque mesmo? Qual foi seu grande crime enquanto governador? Pedágio, negociações com montadoras, algum movimento pela modernização da máquina pública, roubo, superfaturamento? Ninguém sabe ao certo, mas após 4 anos ininterruptos ouvindo a mesma coisa, sabemos que não foi coisa boa! Da mesma maneira, o Fora FHC foi ouvido diariamente por 8 anos!
Aliás, nosso ex-Guardião das Leis e ex-Ministro da Justiça foi a principal voz do “Fora FCH, anule-se a eleição” por aqui, logo após uma reeleição em primeiro turno. Quais os argumentos mesmo? Quem se importa? Por quantos anos políticos tentaram se descolar da figura do ex-presidente para não perderem votos?
Então, quando pessoas instruídas de minha relação vêm comentar comigo:
“Você viu? A Yeda é uma ladra”, não consigo deixar de me lembrar disso tudo que já vivi.
Não que eu esteja tentando inocentá-la previamente, longe disso. A impunidade é nosso maior câncer e toda irregularidade deve ser apurada e punida. Só sei que pra muita gente ela já está condenada.
Ainda a corrupção. Nosso “up” como democracia passa pelo igualdade na responsabilização por nossos atos.
Claro que a corrupção nunca vai acabar totalmente. O que precisa mudar e ficar claro para todos é que ela será sempre um grande risco com conseqüências efetivas para quem for pego com “a boca na botija”.
E isso é vital para democracia. Principalmente na política, os fins não podem justificar os meios. Precisamos de líderes mais inflexíveis, que não nos dêem exemplos vergonhosos de frouxidão moral por motivos puramente eleitorais, partidários ou pior ainda, ideológicos.
Estimular a corrupção é antes de tudo atentar contra a democracia.
Mas aposto que muita gente sabe disso. Talvez tenhamos agora políticos empenhados em minar a democracia representativa, esse empecilho burguês. Então, “comprar” consciências pode ser um negócio da China (que coincidência eu lembrar da China agora). Resultado imediato e de brinde a desmoralização dos parlamentos, minando por dentro a credibilidade da democracia. Uma covardia com a coitada.
E isso é vital para democracia. Principalmente na política, os fins não podem justificar os meios. Precisamos de líderes mais inflexíveis, que não nos dêem exemplos vergonhosos de frouxidão moral por motivos puramente eleitorais, partidários ou pior ainda, ideológicos.
Estimular a corrupção é antes de tudo atentar contra a democracia.
Mas aposto que muita gente sabe disso. Talvez tenhamos agora políticos empenhados em minar a democracia representativa, esse empecilho burguês. Então, “comprar” consciências pode ser um negócio da China (que coincidência eu lembrar da China agora). Resultado imediato e de brinde a desmoralização dos parlamentos, minando por dentro a credibilidade da democracia. Uma covardia com a coitada.
CORRUPÇÃO BRASILEIRA
Nossa corrupção é endêmica. Talvez seja nosso instinto de sobrevivência ou de competitividade que quase que nos estimula à procura da vantagem sobre o outro e do caminho mais fácil. Não é melhor ser amigo do Presidente ou vizinho do guarda de trânsito quanto se comete uma infração? Não seria bom também estar participando de uma “boquinha” com alguma verba pública por aí ou encontrar lá na frente da fila do banco aquele nosso parceiro?
A corrupção brasileira é endêmica, é verdade. Mas não é genética! O que precisa mudar é nossa cultura de permissividade. E isso não muda apenas com boas intenções. Legislação rigorosa e punições efetivas dão resultado. Precisamos é acabar com o sentimento de impunidade. Quanto mais baixo o risco, mais atraente será a corrupção.
A nova legislação de trânsito foi um bom exemplo. Logo que entrou em vigor e com uma fiscalização mais efetiva, forçou a melhora do nosso comportamento. Mas, o rigor na fiscalização foi diminuindo, parlamentares “bonzinhos” começaram a querer mexer em trechos da lei... a coisa foi esfriando. Mais recentemente algo parecido aconteceu com a questão da “lei seca”.
Então é isso. Não nascemos tão diferentes de europeus ou de japoneses. Com uns 20 anos de leis sendo cumpridas e penas sendo impostas, pegamos o jeito no tranco, a coisa vai se incorporando no nosso dia a dia, se tornando natural. E viramos todos escandinavos.
A corrupção brasileira é endêmica, é verdade. Mas não é genética! O que precisa mudar é nossa cultura de permissividade. E isso não muda apenas com boas intenções. Legislação rigorosa e punições efetivas dão resultado. Precisamos é acabar com o sentimento de impunidade. Quanto mais baixo o risco, mais atraente será a corrupção.
A nova legislação de trânsito foi um bom exemplo. Logo que entrou em vigor e com uma fiscalização mais efetiva, forçou a melhora do nosso comportamento. Mas, o rigor na fiscalização foi diminuindo, parlamentares “bonzinhos” começaram a querer mexer em trechos da lei... a coisa foi esfriando. Mais recentemente algo parecido aconteceu com a questão da “lei seca”.
Então é isso. Não nascemos tão diferentes de europeus ou de japoneses. Com uns 20 anos de leis sendo cumpridas e penas sendo impostas, pegamos o jeito no tranco, a coisa vai se incorporando no nosso dia a dia, se tornando natural. E viramos todos escandinavos.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Nunca antes na história deste Estado
Nós os gaúchos somos um povo cheio de vaidade. Vangloriávamos e muitos nos vendiam a idéia de que somos o estado mais politizado do Brasil. Na época em que o Lula ganhava eleições por aqui, inclusive contra o Collor, essa era uma verdade corrente. Coincidentemente, como até o Geraldo ganhou aqui na última eleição, essa lenda ficou para trás.
Mas nossa vaidade política não diminuiu. Sempre fomos os “diferentes”. Nosso PDS era íntegro e não o do Maluf, nosso PTB não era o do Jefferson, nosso PMDB, o histórico, não o das negociatas... E todos de certa maneira com o mesmo discurso: verdadeiros heróis da resistência em seus partidos, mantendo-se filiados por respeito ao eleitor gaúcho, inclemente com quem mudava de partido.
Com esse histórico todo, observo um tanto curioso o movimento para as eleições 2010 do PMDB. Seu candidato a governador havia saído do partido em busca de espaço político, abandonou o partido que o elegeu prefeito e voltou em busca de espaço na TV. Tudo bem, nada tão grave, pra mim o estranho é o partido ainda negociar a qual candidato a presidente cederá seu palanque.
Seus líderes discutem se à candidata do PT, seu rival histórico e cujo candidato declarado já começou sutilmente a atacar a honra do candidato Fogaça, ou se à candidatura do PSDB, cujo governo estadual contou com sua honrada sustentação até há pouco.
Fico me perguntando que grandes interesses republicanos podem estar por trás desta dúvida ou que grande cálculo eleitoral insondável aos leigos: apoiar seu rival e que tudo indica não lhe agregará votos ou o candidato com quem aparentemente tem mais identidade. Nada como um pouco de convicção para agradar aos gaúchos.
Mas nossa vaidade política não diminuiu. Sempre fomos os “diferentes”. Nosso PDS era íntegro e não o do Maluf, nosso PTB não era o do Jefferson, nosso PMDB, o histórico, não o das negociatas... E todos de certa maneira com o mesmo discurso: verdadeiros heróis da resistência em seus partidos, mantendo-se filiados por respeito ao eleitor gaúcho, inclemente com quem mudava de partido.
Com esse histórico todo, observo um tanto curioso o movimento para as eleições 2010 do PMDB. Seu candidato a governador havia saído do partido em busca de espaço político, abandonou o partido que o elegeu prefeito e voltou em busca de espaço na TV. Tudo bem, nada tão grave, pra mim o estranho é o partido ainda negociar a qual candidato a presidente cederá seu palanque.
Seus líderes discutem se à candidata do PT, seu rival histórico e cujo candidato declarado já começou sutilmente a atacar a honra do candidato Fogaça, ou se à candidatura do PSDB, cujo governo estadual contou com sua honrada sustentação até há pouco.
Fico me perguntando que grandes interesses republicanos podem estar por trás desta dúvida ou que grande cálculo eleitoral insondável aos leigos: apoiar seu rival e que tudo indica não lhe agregará votos ou o candidato com quem aparentemente tem mais identidade. Nada como um pouco de convicção para agradar aos gaúchos.
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